dezembro
2

Solidão pode ser contagiosa

Postado em: Notícias por Projeto

WASHINGTON, EUA — A solidão pode ser contagiosa, e se transmite num grupo social, como um resfriado, afirma um estudo americano revelado nesta terça-feira. O texto destaca que, gradativamente, as pessoas nessa situação acabam se afastando dos seus círculos sociais.

De acordo com as informações, os solitários chegavam a infectar as pessoas à sua volta. Os cientistas chegaram à conclusão de que a solidão teria se espalhado, mesmo, entre vizinhos que eram amigos próximos.

“Detectamos um modelo extraordinário de contágio que leva as pessoas a se isolarem quando se sentem sós”, explicou o psicólogo John Cacioppo, da Universidade de Chicago, principal autor do estudo publicado no “Journal of Personality and Social Psychology”.

“Uma vez na periferia de círculos sociais, têm ainda menos amigos e sua solidão lhes faz perder o pouco dos laços que ainda lhes restam”, prossegue.

O estudo financiado por recursos federais do Instituto Nacional do Envelhecimento foi feito, inicialmente com 5.124 pessoas, ouvidas num período de dois a quatro anos. Em 10 anos, a pesquisa se expandiu, para incluir cerca de 12 mil pessoas, filhos e netos do grupo original e outras mais.

Segundo John Cacioppo, foi constatado um padrão extraordinário de contágio, que leva as pessoas à fronteira da rede social quando ficam solitárias. Na periferia da rede social as pessoas têm menos amigos, e a solidão ainda as leva a perder os poucos laços que ainda possuem.

Essas pessoas, já na periferia das redes de contato social, transmitem sentimentos de solidão para os amigos que restaram, que também se transformam em solitários.

A pesquisa mostrou que, quando as pessoas ficam solitárias, passam a confiar menos nas outras e dão início a um ciclo que torna ainda mais difícil aamizade.

O estudo foi elaborado por três universidades dos Estados Unidos: a da Califórnia San Diego, a de Chicago, além de Harvard.

outubro
1

Nº 178  - DOM de 24/09/09 - p. 1

LEI Nº 14.984, DE 23 DE SETEMBRO DE 2009

(Projeto de Lei nº 227/09, do Vereador Adolfo Quintas - PSDB)

Institui, no âmbito do Município de São Paulo, o Programa de Prevenção e Tratamento das Úlceras Crônicas

e do Pé Diabético.

GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por

lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 9 de setembro de 2009, decretou e eu promulgo a

seguinte lei:

Art. 1º Fica instituído, no âmbito do Município de São Paulo, o Programa de Prevenção e Tratamento das

Úlceras Crônicas e do Pé Diabético.

Art. 2º O programa instituído por esta lei será desenvolvido, no âmbito da rede pública municipal de saúde,

pela Secretaria Municipal da Saúde, com a participação da Comissão de Prevenção e Tratamento de Feridas

daquela Pasta, de membros titulares da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, da Associação

Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé, da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia

Vascular e da Sociedade Brasileira de Estomaterapia, tendo os seguintes objetivos:

I - promover estratégias para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das úlceras crônicas e das

complicações podais associadas ao diabetes melito, articulando-as com os programas de hipertensão arterial

e diabetes melito;

II - implantar serviços de referência para o cuidado avançado das úlceras crônicas e do pé diabético nos

Ambulatórios de Especialidades e nas Unidades de Assistência Médica Ambulatorial de Especialidades

(AMA Especialidades) da rede pública municipal de saúde, contando com equipe multiprofissional;

III - estruturar e integrar a rede de cuidados das úlceras crônicas e do pé diabético;

IV - pactuar fluxos de referência e contrarreferência entre todos os níveis de complexidade da assistência,

baseados em protocolos criados pelas áreas técnicas, com o auxílio da Coordenação da Atenção Básica, da

Coordenação de Apoio ao Desenvolvimento da Gerência Hospitalar (COGerh), do Núcleo de Programas

Estratégicos (NUPES) e da Coordenação de Integração e Regulação do Sistema da Secretaria Municipal da

Saúde;

V - ampliar a rede de profissionais treinados, sensibilizados e aptos a promover cuidados avançados no

tratamento de úlceras crônicas e do pé diabético;

VI - desenvolver estudos para viabilizar parcerias com oficinas ortopédicas para a confecção de calçados e

palmilhas adaptadas às necessidades dos pacientes diabéticos;

VII - desenvolver campanhas de esclarecimento da população sobre a prevenção de úlceras e do pé

diabético, tratamento e locais para informações.

Art. 3º Compete à rede básica de saúde desenvolver ações de prevenção e promoção em saúde, de

educação voltada ao autocuidado e de tratamento das úlceras crônicas e do pé diabético, utilizando os

protocolos instituídos pela Secretaria Municipal da Saúde e, quando necessário, encaminhar para outros

níveis de complexidade da assistência.

Art. 4º Compete aos serviços de referência assistir os pacientes encaminhados da rede pública, de acordo

com os protocolos instituídos pela Secretaria Municipal da Saúde, garantindo a ampliação do acesso aos

cuidados clínicos avançados das úlceras crônicas e do pé diabético, à prescrição de órteses e próteses e à

indicação de procedimentos invasivos diagnósticos e terapêuticos.

Art. 5º Compete aos hospitais a realização de procedimentos invasivos diagnósticos e terapêuticos das

úlceras crônicas e do pé diabético que exijam a manipulação intra-hospitalar.


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Art. 6º Compete à Secretaria Municipal da Saúde estabelecer fluxos de encaminhamento para os serviços de

apoio diagnóstico e terapêutico, de modo a responder à demanda de todos os serviços de referência, bem

como elaborar e implantar protocolo único para todos os níveis de atendimento e cadernos técnicos para os

profissionais dos serviços de referência.

Art. 7º Os serviços de referência deverão contar com cirurgião vascular, ortopedista e enfermeiro,

preferencialmente especialistas, e auxiliares de enfermagem, todos capacitados pela Secretaria Municipal da

Saúde.

Parágrafo único. Os serviços de referência deverão ter em seu quadro ao menos um auxiliar de enfermagem

capacitado em cuidados podiátricos básicos.

Art. 8º Compete à Secretaria Municipal da Saúde a manutenção de programa de educação continuada para

aperfeiçoamento dos profissionais clínicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem da Atenção Básica de

Saúde.

Art. 9º A Secretaria Municipal da Saúde editará as normas complementares necessárias à implementação

das medidas previstas nesta lei.

Art. 10. As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta de dotações orçamentárias

próprias, suplementadas se necessário.

Art. 11. Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 23 de setembro de 2009, 456º da fundação de São

Paulo.

GILBERTO KASSAB, PREFEITO

Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 23 de setembro de 2009.

CLOVIS DE BARROS CARVALHO, Secretário do Governo Municipal

agosto
18

Medicamentos deverão ficar atrás do balcão, longe dos consumidores.
Farmácias terão seis meses para se adaptar às novas regras.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que apenas os funcionários das farmácias terão acesso direto aos medicamentos. Remédios fitoterápicos que não precisarem de receita poderão ficar ao alcance dos consumidores, mas os outros medicamentos deverão ficar guardados atrás do balcão. As farmácias também deverão alertar, com cartazes, sobre os riscos da automedicação.

Veja o site do Jornal Hoje

A Anvisa também regulamentou os serviços das farmácias e a venda de medicamentos pela internet e por telefone. As farmácias poderão medir pressão, temperatura, taxa de glicose, aplicar medicamentos e furar orelha para a colocação brincos.

Somente lojas abertas ao público podem vender remédios por telefone ou internet. A regra não vale para os remédios tarja preta, que só poderão ser comprados pessoalmente. Quando o remédio for sujeito à prescrição médica, a receita precisa ser vista pelo farmacêutico antes da venda, por isso a farmácia tem que garantir a comunicação entre comprador e farmacêutico.

Os estabelecimentos terão seis meses para se adaptar às novas regras.

agosto
14

Os profissionais de saúde devem monitorar as pacientes grávidas e as crianças menores de um ano que estejam sob a medicação de Tamiflu (Oseltamivir). O remédio é usado no tratamento dos casos de influenza A (H1N1) – gripe suína, de acordo com o alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Ainda não existem dados suficientes do uso deste medicamento para uma avaliação definitiva quanto a sua segurança nesses dois tipos de pacientes. O Tamiflu deve ser utilizado por gestantes apenas se o benefício justificar o risco potencial para o feto, e a avaliação deverá ser feita pelo médico responsável, segundo a Anvisa.

Para as crianças até um ano de idade, a agência recomenda que os médicos façam uma avaliação nas primeiras 48 horas e 30 dias após o uso da primeira dose. As mulheres grávidas devem ser avaliadas no mesmo intervalo e em até 30 dias após o parto.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou, até o dia 8 de agosto, 192 mortes em decorrência da influenza A (H1N1) - gripe suína, 28 delas as vítmas eram gestantes.

Da Agência Brasil

agosto
3

JORNADA DE ENFERMAGEM 2009

Data: 26 de agosto de 2009

Horário: 8h00 às 17h30

Público: Enfermeiros

Local: Associação de Diabetes Juvenil – ADJ

Rua Padre Antonio Tomás, 213 - Água Branca – SP

VAGAS LIMITADAS

PROGRAMA:

08h00 - Credenciamento e café de boas vindas

08h30 - Abertura Oficial

08h45 - A importância da enfermagem na educação em Diabetes

09h15 - Diabetes: Etiologia e Classificação

Complicações Agudas: Tratamento

10h00 - Oficina de Insulinização:

Perfil de Ação - Transporte e Inovações Tecnológicas

11h45 - Apresentação de Ferramenta Educativa (Mapa de Conversação)

Facilitador para adesão ao auto cuidado

12h45 - Horário livre para Almoço

13h45 - Monitorização da Glicemia:

Porque, como e o que fazer com os resultados

15h15 - Café

15h30 - Pés - Foco em Diabetes:

Prevenção, Orientação e Tratamento de Lesões

16h45 - Equilíbrio - O Corpo em Movimento

17 h30 - Encerramento e Entrega de certificados

julho
21

Ainda está para nascer o homem que não entraria em desespero ao receber a seguinte notícia de um médico: “Você está com câncer de pênis e ‘ele’ terá de ser amputado”. Muitos podem achar a ideia absurda, impossível de acontecer.

Talvez pensar dessa forma seja a maneira mais cômoda que a mente dos homens encontra para se proteger dos medos e dos fantasmas que surgem quando eles imaginam ter de encarar uma situação semelhante. Os números alertam que os marmanjos adeptos da crença da inatingibilidade masculina têm de revisar os conceitos, urgentemente.
Para potencializar a luta contra o câncer de pênis, a SBU irá realizar uma campanha nacional, desta segunda-feira, 20, até o próximo domingo, 26, cujo tema é Prevenir é fácil. Jogue limpo com seu amigo. O garoto-propaganda da campanha será Arthur Antunes Coimbra, o Zico, ex-jogador de futebol.
Homens que fumam ou são contaminados repetidas vezes por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) estão mais expostos a esse câncer. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, cerca de mil homens têm o pênis amputado, anualmente, em decorrência do câncer no órgão genital.

Grande parte desses casos ocorre com pacientes das regiões Norte ou Nordeste do Brasil, de acordo com dados do Sistema Único de Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A depender da gravidade, a amputação pode ser total ou parcial.
“A prevenção contra o câncer de pênis é simples. É feita com informação, água e sabão. A principal causa da doença é a falta de hábitos básicos de higiene”, sustenta Wagner Porto, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) – Seção Bahia.

Ele explica que os homens devem sempre lavar o órgão sexual, principalmente após a masturbação e as relações sexuais. v“Durante o banho, basta usar qualquer sabonete comum.

A maneira correta de fazer a limpeza é expor o prepúcio – pele que protege a glande (cabeça) – de forma que permita a lavagem de toda a região, evitando o acúmulo do sebo conhecido como esmegma, que tem forte ação cancerígena”, detalha.

Riscos - Além dos riscos de amputação da genitália masculina, os tumores podem se espalhar (metástase) e provocar a retirada de outras partes do corpo, como as pernas, bolsa escrotal, testículos, além de causar graves traumas psicológicos.

O urologista Wagner Porto afirma que a doença tem tratamento. A cura, segundo ele, é praticamente assegurada se o câncer for descoberto ainda no início, daí a necessidade de ir ao urologista uma vez por ano, pelo menos, ou sempre que detectar qualquer lesão, ferida ou inflamação no pênis.

“No estágio inicial, as lesões são superficiais e não estão enraizadas. Nesses casos, a postectomia (ou circuncisão) – nome dado à cirurgia para retirada da fimose – já resolve o problema. Nos estágios mais avançados, o procedimento já não é suficiente e o tratamento terá de ser feito com pomadas, radioterapia, quimioterapia ou amputação”.

julho
20

1 .- P: Quanto tempo pode durar o vírus vivo em uma superfície?
R: Até 10 horas.

2. -P: Qual a utilidade do álcool para limpar as mãos?
R: Deixa o vírus inativo e mata-o.

3 ..- Q: Qual é o meio mais eficaz de infecção deste vírus?
R: O ar não é a forma mais eficaz de transmissão do vírus, o fator mais importante para a fixação do vírus é a umidade, (revestimento do nariz, boca e olhos), o vírus não voa e não atinge mais de um metro distância.

4 .- Q: É fácil a infectar-se em aviões?
R: Não é um meio propício.

5 .- Q: Como posso evitar a infecção?
R: Não levar as mãos ao rosto, olhos, nariz e boca. Não ter contato com pessoas doentes. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.
6 .- Q: Qual é o período de incubação do vírus?
R: Em média 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase que imediatamente.

7 .- Q: Quando você deve começar a tomar medicação?
R: Se tomada até 72 horas depois, as perspectivas são muito boas, a melhora é de 100%.

8 .- Q: Qual é a forma como o vírus entra no corpo?
A: Contato ao dar a mão ou beijar na bochecha. Ele penetra pelo nariz, boca e olhos.

9 .- Q: O vírus é letal?
R: Não, o que provoca a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é pneumonia

10 .- Q: Quais os riscos dos familiares de pessoas que morreram?
R: Elas podem ser portadoras e formam uma cadeia de transmissão.
11 .- Q: A água nas piscinas transmite o vírus?
A: Não, porque contém substâncias químicas e clorados

12 .- Q: O que faz o vírus para provocar a morte?
R: Uma cascata de reações, tais como insuficiência respiratória, a pneumonia grave é a causa da morte.

13 .- Q: Quando pode iniciar o contágio, mesmo antes ou só quando os sintomas ocorrem?
R: Desde que se tenha o vírus antes dos sintomas

14 .- Q: Qual é a probabilidade de recaída com a mesma doença?
R: 0%, pois fica-se imune ao vírus.

15 .- Q: Onde é que o vírus se encontra no meio ambiente?
R: Quando uma pessoa contagiada tosse ou espirra , o vírus pode permanecer em superfícies lisas, como portas, dinheiro, papéis, documentos, desde que haja umidade. Uma vez que não se pode esterilizar o ambiente é extremamente recomendada higiene das mãos.
16 .- Q: Se eu for para um hospital particular podem cobrar-me o remédio?
R: Não, existe um acordo de não cobrar, porque o governo o está proporcionando a todas as instituições de saúde públicas e privadas.

17 .- Q: O vírus ataca mais os asmáticos?
R: Sim, esse pacientes são mais sensíveis, mas este é um germe novo, todos são igualmente suscetíveis.

18 .- Q: Qual é a população que este vírus está atacando?
R: 20 a 50 anos de idade.

19 .- Q: A máscara é útil para cobrir a boca?
R: Há algumas melhores do que outras, mas se você for saudável é contraproducente, pois o vírus, por seu tamanho, atravessa-a como se ela não existisse e usando a máscara, é criado dentro da área do nariz e da boca um microclima úmido favorável ao desenvolvimento do vírus. Mas se você já está infectado, melhor usá-la para evitar infectar outras pessoas, neste caso ela é relativamente eficiente.

20 .- Q: Posso fazer exercício ao ar livre?
R: Sim, o vírus não vai para o ar e não tem asas.
21 .- Q: Existe alguma vantagem em tomar vitamina C?
R: Não serve de nada para evitar a infecção por este vírus, mas ajuda a resistir aos sintomas.

22 .- Q: Quem está a salvo da doença ou quem é menos suscetível?
R: Não há ninguém a salvo, o que ajuda é a higiene dentro de casa, escritório, utensílios e não ir a lugares públicos.

23 .- Q: Será que o vírus se move?
R: Não, o vírus não tem nem pernas nem asas, só com um empurrão para entrar no interior do corpo.

24 .- Q: Os bichos de estimação podem propagar o vírus?
R: Este vírus não, talvez alguns outros.

25 .- Q: Se eu for a um velório de alguém que morreu deste vírus posso infectar-me?
R: NÃO.
26 .- Q: Qual é o risco de mulheres grávidas com o vírus?
R: As mulheres grávidas têm o mesmo risco de qualquer pessoa, porém atinge dois seres. Elas podem tomar antivirais em caso de infecção, mas com rigorosa supervisão médica.

27 .- Q: O feto pode ter lesões se uma mulher grávida é infectada por este vírus?
R: Não sabemos o que pode acontecer, pois é um vírus novo.

28 .- Q: Posso tomar ácido acetilsalisílico (aspirina)?
R: Não é recomendado, pode causar outras doenças, a menos que tenha sido receitado para problemas coronários, nesse caso, deve-se continuar.

29 .- Q: Existe alguma vantagem em tomar antivirais antes dos sintomas?
R: Não é conveniente.

30 .- Q: As pessoas com HIV, diabetes, aids, câncer, etc. podem ter mais complicações do que uma pessoa saudável, quando do contágio pelo vírus?
R: Sim.
31 .- Q: A gripe convencional poderia tornar-se Influenza A?
R: NÃO.

32 .- Q: O que mata o vírus?
R: O sol, mais de 5 dias no ambiente, o sabão, os antivirais específicos, o álcool gel.

33 .- Q: O que fazer para prevenir infecções, nos hospitais, para outros pacientes que não têm o vírus?
R: Isolamento.

34 .- Q. O álcool gel é eficaz?
R: Sim, muito eficaz.

35 .- Q: Se eu sou vacinado contra a gripe sazonal eu estou segura?
R: Não serve para nada, ainda não há vacina para este tipo de vírus.

36 .- Q: Este vírus está sob controle?
A: Não totalmente, mas estão sendo tomadas medidas agressivas de contenção.

37 .- Q: O que acontece com a mudança de alerta 4 para 5?
R: Fase 4 não é diferente da fase 5, só significa que o vírus se propagou de pessoa para pessoa em mais de 2 países, e a fase 6, é que se propagou para mais de 3 países.

38 ..- P. Quem foi infectado por este vírus e está saudável, é imune?
R: Sim.

39 .- Q: As crianças que têm tosse e constipações podem estar com a gripe A?
R: É pouco provável, pois as crianças são raramente afetadas.

40 .- Q: Quais medidas as pessoas que trabalham devem tomar?
R: Lave as mãos várias vezes ao dia.
41 .- Q: Eu posso pegá-lo ao ar livre?
R: Se as pessoas estão infectadas e tossem ou espirram perto de você, pode acontecer, mas o ar é um meio de pouco contágio.

42 .- Q: Pode você comer carne de porco?
R: Sim você pode e não há risco de contágio.

43 .- Q: Qual é o fator determinante para saber se o vírus já está sob controle?
R: Embora a epidemia esteja controlada agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode retornar e provavelmente não haverá vacina ainda.

julho
20

Agora a questão é prevenir novas mortes.

Mais quatro mortes decorrentes da gripe A (H1N1) foram confirmadas ontem pelo governo do Rio Grande do Sul, elevando para 11 o total de óbitos no Estado. Já são 15 as mortes em razão da chamada gripe suína no país -houve ainda duas em Osasco (SP), uma em Botucatu (SP) e outra no Rio.
Entre as vítimas está uma mulher de 36 anos de Uruguaiana (634 km de Porto Alegre) que estava no oitavo mês de gestação. Ela estava internada na Santa Casa local, onde morreu no dia 16. O bebê sobreviveu após uma cesárea, mas permanece numa incubadora.
Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, ainda não é possível dizer se ele foi infectado.
Uma menina de cinco anos, também internada na Santa Casa de Uruguaiana, morreu no dia 15 com a gripe. Segundo a pasta, tanto a mulher quanto a menina não fizeram viagens. A prefeitura diz que o vírus já circulava pelo município, que faz fronteira com a Argentina.

julho
15

A gripe se manifesta de uma hora para outra e apresenta sintomas mais severos. De repente, a pessoa infectada começa a sentir dores pelo corpo, especialmente no abdômen e nas articulações, tremores, frio intenso e febre acima de 38° C, além de apresentar tosse seca e um expelir um pouco de catarro. Os sintomas em geral duram entre 5 e 7 dias.

Diante dos sintomas da gripe, como diferenciar a suína da gripe comum?
Não é possível diferenciar a gripe suína da gripe comum sem a realização de um exame laboratorial. Há, porém, uma situação que pode sugerir o diagnóstico: quando os sintomas clássicos da gripe (descritos acima) vêm acompanhados da falta de ar. Esse quadro não é determinante, mas pode caracterizar a gripe suína.

Estou gripado, mas ainda não tenho diagnóstico: devo procurar um médico?
Deve-se recorrer à ajuda médica somente em dois casos:

- se você faz parte do grupo de risco: pessoas idosas, crianças menores de dois anos, grávidas, doentes crônicos e pacientes em tratamento de câncer

- se os sintomas da gripe são muito exuberantes e não cedem após um ou dois dias. Exemplos: febre alta que vai e volta com muita frequência ou falta de ar severa

E se eu não me encaixar nesses perfis?
Os médicos recomendam que as pessoas fiquem em repouso absoluto por um período entre 5 e 7 dias: não saiam de casa, não vão à escola nem ao trabalho, já que a capacidade de contágio é alta. Indica-se também o uso de medicamentos para curar os sintomas adequados, ou seja, antitérmico se houver febre, analgésico se houver dor, e assim por diante. Vale lembrar que os chamados antigripais de nada adiantam para curar a gripe suína. É importante alimentar-se e dormir bem.

Como é o exame da gripe suína? Posso fazer por conta própria?
Primeiro, a pessoa precisa fazer um teste chamado swab nasal, que diagnostica os vírus respiratórios. Se o resultado for positivo para influenza A, é preciso fazer um segundo teste, que fica pronto em 72 horas. Não é possível fazer o exame por conta própria, mas apenas sob pedido de médicos.

Se estou de fato com a gripe suína, corro risco de morte?
De fato, a gripe suína pode levar à morte. Mas sua letalidade é baixa, de apenas 0,4%.

Depois de tomar o remédio contra a gripe súína, a melhora é imediata?
Não. Após tomar o medicamento tamiflu, há uma aceleração no processo de cura. Quem passaria por uma recuperação de dez dias, sente-se melhor em três, por exemplo.

Por quê?
A droga inativa uma membrana externa do vírus, que para de se reproduzir. Isso abrevia o ciclo da gripe.

Se eu tiver mesmo a gripe suína, devo me afastar das demais pessoas?
Não há como obrigar um paciente a se afastar da própria família. Mas recomenda-se evitar contato com a população em geral. Deve-se também tomar alguns cuidados: colocar um lenço diante da boca na hora de tossir, lavar bem as mãos e evitar contato com as mucosas.

Daqui em diante, teremos de usar máscaras para evitar contágios?
Não. A máscara só precisa ser utilizada pelo individuo que já está doente.

julho
14

A DERMATOLOGIA AO ALCANCE DE TODOS
DERMAÇÃO
Jornal da SBD  Ano XIII n. 3 - 23 DermAção

Há quase 10 anos, crianças portadoras de dermatoses graves encontram no Dermacamp oportunidade para lutar contra o preconceito e amenizar a discriminação que sofrem por conta de suas enfermidades. É o caso de Winny
Dias, de 20 anos, portadora de ictiose lamelar.“Cada pessoa tem suas diferenças, uns são mais altos, outros mais baixos, mais magros ou mais gordos, com olhos verdes, castanhos ou pretos, pele clara, escura etc. Essas diferenças fazem de
cada um de nós, seres especiais. E o Dermacamp realiza o sonho de cada criança que, por exemplo, gostaria de entrar em uma piscina e era barrada, que não queria ir à escola, pois muitos de seus colegas zombariam de sua diferença. O projeto veio ajudar jovens portadores de dermatoses e dermatites severas, ensinando-lhes que vale a pena lutar para ganhar um ‘lugarzinho’ na sociedade”, assinala Winny, monitora do projeto há dois anos.
Idealizado por Samuel Mandelbaum e desenvolvido pelo Centro de Estudos Dermatológicos Dr. Abrahão Rotberg, do Serviço de Dermatologia da Universidade de Taubaté – Unitau, o projeto reúne em um acampamento cerca de 35 crianças e adolescentes O DermAção é um projeto da SBD nacional criado para divulgação e
apoio de ações solidárias e educacionais, como, por exemplo, o Amigos da
Escola, em parceria com a TV Globo, bem como das ações locais de cada
Regional e dos Serviços Credenciados.
Um acampamento diferente Crianças e adolescentes com dermatoses
graves descobrem no Dermacamp que não estão sozinhas no mundo
que permite receber crianças e monitores de lá nos acampamentos
brasileiros, e também enviar pessoas daqui para os acampamentos americanos.“Desde 2002 eu já fui seis vezes, e levamos quatro monitores. Recebemos também quatro crianças americanas para conhecer nosso acampamento:
duas em 2006 e duas em 2007”, afirma Mandelbaum.
Durante o ano são realizadas outras ações, envolvendo pais, familiares, médicos e monitores voluntários, que avaliam os resultados das crianças no projeto. Os
encontros, em média quatro por ano, acontecem sempre em datas comemorativas (Páscoa, festa junina, Dia das Crianças e Natal). Os únicos pré-requisitos para participar do Dermacamp dizem respeito à criança, que deve necessariamente
estar em tratamento com algum dermatologista e frequentando escola. O projeto
não envolve custo algum, e todos participam gratuitamente. Segundo ele, a
grande dificuldade é conseguir patrocínio. O acampamento se mantém por meio de parcerias com indústrias farmacêuticas, doações e vendas de camisetas com a marca Dermacamp.
Apesar da adversidade, o programa deu tão certo, que, a pedido das crianças, os organizadores resolveram criar o DermaTeenCamp, para adolescentes entre 15 e 17 anos.
“Descobri esse mundo mágico aos 13 anos, em 2001. Minha vida mudou muito desde então e ainda está mudando.
Quando eu era acampante, não me sentia incomodada ao tirar a blusa de frio naquele calor e por saber que ninguém iria me olhar assustado; entrar numa piscina sem ninguém me perguntar.
Costumo responder tudo, mas também gosto de ficar na minha e às vezes fingir que minha diferença não é tão visível e que todos estão acostumados a ver pessoas assim como eu. E lá eu não precisava fingir, eu simplesmente podia ser quem eu sou”, ressalta Winny, que cursa o primeiro período de enfermagem na Universidade
Nove de Julho, em Santo Amaro (SP).
com idade entre nove e 13 anos, que participam de atividades lúdicas, esportivas e criativas voltadas para estimular o autoconhecimento e a convivência com a diversidade. O Dermacamp conta hoje com mais de 107 crianças e quase
50 voluntários em seu cadastro, incluindo médicos, enfermeiros e monitores dos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraíba e São Paulo.
A ideia do acampamento foi inspirada no Camp Horizon, idealizado pelo médico norte-americano Howard Pride. “Eu e Maria Helena, minha mulher, que é enfermeira especializada em dermatologia, entramos em contato com o
Dr. Howard, dermatologista pediátrico, que nos orientou a partir de sua experiência. No final de 2001, fizemos o primeiro acampamento Dermacamp, na ocasião com 12 crianças”, relata Mandelbaum, na época presidente da SBD-Resp. O
Dermacamp realiza um intercâmbio com o Camp Horizon, Prêmio Fazendo a Diferença Em dezembro de 2004, Samuel Mandelbaum foi o primeiro estrangeiro a receber o prêmio “Members Making a Difference Award” (em português “Membros
que Fazem a Diferença”), maior prêmio de voluntariado em dermatologia do
mundo, concedido pela Academia Americana de Dermatologia (AAD). O reconhecimento mundial demonstra a importância de trabalhos que envolvam novas (e divertidas) formas de tratamento para jovens acometidos por graves doenças de pele.“Foi uma honra enorme. Deus me ajudou a ser um instrumento para que isso acontecesse”, relata Mandelbaum.

Fonte: Jornal da SBD - Ano XIII -  n. 3