Espaço aberto - Nutricionista Silvia R. C. Benedetti
DOENÇA DO SÉCULO XXI…
Os fatores mais importantes para desenvolver a síndrome metabólica são a alimentação inadequada e a falta de atividade física associada à predisposição genética.
- A síndrome metabólica pode ser considerada um grave problema de saúde pública.
O que é Síndrome metabólica?
A síndrome metabólica, também conhecida como síndrome X é caracterizada pela associação de fatores de risco para as doenças cardiovasculares (ataques cardíacos e derrames cerebrais), vasculares periféricas e diabetes. Ela tem como base a resistência à ação da insulina, o que obriga o pâncreas a produzir mais esse hormônio.
Para melhor compreensão é um conjunto de anormalidades que compreende a obesidade, hipertensão, hiperinsulinemia e dislipidemia (aumento do colesterol e triglicérides).
”Síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna associada à obesidade, como resultado da alimentação inadequada e do sedentarismo”.
Quais são os fatores de risco?
• Intolerância à glicose, caracterizada por glicemia (açúcar do sangue) em jejum na faixa de 100 a 125, ou por glicemia entre 140 e 200 após administração de glicose;
• Hipertensão arterial (pressão alta);
• Níveis elevados de colesterol ruim (LDL) e baixos do colesterol bom (HDL);
• Aumento dos níveis de triglicérides;
• Obesidade, especialmente obesidade central ou periférica que deixa o corpo com o formato de maçã (presença de gordura visceral);
• Ácido úrico elevado;
• Microalbuminúria (eliminação de proteína pela urina);
• Fatores pró-trombóticos que favorecem a coagulação do sangue;
• Processos inflamatórios (a inflamação da camada interna dos vasos sangüíneos favorece a instalação de doenças cardiovasculares);
• Resistência à insulina por causas genéticas.
Como saber a existência da doença?
Para diagnosticar a doença são necessários características clínicas (presença dos fatores de risco) e exames laboratoriais. Com apenas três dos fatores de risco, num mesmo indivíduo teremos o diagnóstico da síndrome metabólica.
• Glicemia em jejum com variação entre 100 e 125, ou entre 140 e 200 depois de ter tomado glicose;
• Valores baixos de HDL ou colesterol bom e altos ou elevados de LDL ou colesterol ruim;
• Níveis aumentados de triglicérides e ácido úrico;
• Obesidade central ou periférica determinada pelo índice de massa corpórea (IMC), ou pela medida da circunferência abdominal (nos homens, o valor normal vai até 102 e nas mulheres, até 88), ou pela relação entre as medidas da cintura e do quadril.
Qual a sua prevalência?
As manifestações começam na idade adulta ou na meia-idade e aumentam muito com o envelhecimento. O número de casos na faixa dos 50 anos é duas vezes maior do que aos 30, 40 anos.
Embora seja mais freqüente no sexo masculino, mulheres com ovários policísticos estão sujeitas a desenvolver a síndrome metabólica, mesmo sendo magras.
Quais os sintomas?
Praticamente todos os elementos da síndrome são inimigos ocultos, ou seja, não provocam sintomas, mas representam fatores de risco para doenças cardiovasculares graves.
Existe tratamento?
Como a obesidade é o fator que costuma precipitar o aparecimento da síndrome, uma dieta saudável e equilibrada associada á atividade física regular são as primeiras medidas necessárias para reverter o quadro. No caso de existirem fatores de risco de difícil controle será necessário o uso de medicamentos.
Quais as recomendações necessárias?
• Procure sempre um profissional Nutricionista ou Médico, mesmo que não esteja muito acima do peso, para identificar as possíveis causas ou fatores de risco;
• Esteja pronto para a mudança de estilo de vida;
• Lembre-se: síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna associada à obesidade. A alimentação errada e o sedentarismo são os maiores responsáveis para o aumento de peso;
• Procure fazer caminhadas diárias; ao invés de usar o carro para ir à padaria ou açougue vá a pé; sempre que possível use as escadas em vez do elevador. ercafárm0 Deixe o carro em casa e caminhe até a padaria ou a banca de revistas. Sempre que possível, use as escadas em vez do elevador. Atividade física não é só a que se pratica nas academias;
• Escolha criteriosamente os alimentos que farão parte de sua dieta diária. As dietas do Mediterrâneo, ricas em gorduras não-saturadas e com reduzida ingestão de carboidratos, tem-se mostrado eficazes para perder peso;
• Evite cigarro e bebidas alcoólicas que, associados aos fatores de risco, agravam muito o quadro da síndrome metabólica.
Dicas e sugestões para um plano alimentar saudável:
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Reduzir o consumo de alimentos industrializados (enlatados e embutidos como salsicha, frios, lingüiça);
- Dar preferência aos vegetais frescos e priorizar os crus;
- Consumir as formas mais magras de laticínios (leite desnatado e derivados light) e carnes (sem gordura aparente).
- Evitar o consumo de sanduíches, salgadinhos e pizzas no lugar de refeições balanceadas.
- Eliminar ou restringir bebidas alcoólicas;
- Manter boa hidratação (2000 ml/dia), de preferência água, podendo intercalar com água de coco, chás e sucos de frutas naturais.
- Aumentar a ingestão de fibras através de cereais integrais, legumes, verduras cruas,frutas frescas e secas, grãos (feijões ou leguminosas).
- Reduzir a quantidade de óleo às preparações (evite frituras como os empanados, batata frita entre outros);
- Reduzir o consumo de açúcar e de sal;
- Realizar pequenas refeições – fracionar a dieta (coma pequenas quantidades de 5 a 6 x/dia).
- Mastigar bem os alimentos – coma devagar.
Silvia Regina Cantu Benedetti
Nutricionista – CRN 5483