Ritinha para amigos é uma enfermeira exemplo na dedicação e amor ao próximo, sua experiência na Costa do Marfim - Africa, está estampada na Revista do COREn de dez de 2009.
Nós da Projeto admiramos sua iniciativa e desprendimento.
A Rita é um exemplo de ENFERMEIRA!!!!

A enfermidade que ela tratou com grande dedicação é a ÚLCERA DE BURULI, uma doença deformante, degenerativa e com alta mortalidade.

A ESTRATÉGIA DE LUTA CONTRA A ÚLCERA DE BURULI DA OMS INCIDIRÁ NA DETECÇÃO E TRATAMENTO PRECOCES

Cotonou, 30 dezembro de 2009 -– Baseando-se nos melhores estudos disponíveis até à data, a nova estratégia de luta contra a úlcera de Buruli (BU) da Organização Mundial da Saúde (OMS) incidirá na detecção precoce dos casos e no início atempado do tratamento dos doentes com antibióticos.

Estas linhas de orientação foram anunciadas pelo Director Regional da OMS para África, Dr. Luis Sambo, na sua alocução na Reunião de Dirigentes de Alto Nível sobre a Úlcera de Buruli, que decorreu em Cotonou, na República do Benim.

Apresentando as razões por que a estratégia da OMS priviligia a detecção e o tratamento com antibióticos, em fase precoce, o Dr. Sambo declarou que “o tratamento precoce com antibióticos é essencial para evitar que a doença avance e atinja as suas fases destrutivas e incapacitantes”.

O Dr. Sambo informou também os participantes de que “a estratégia de luta contra a úlcera de Buruli preconiza a disponibilização do acesso universal aos cuidados de saúde adequados para toda a população … e, dada a elevada incidência da doença entre as populações desfavorecidas, o tratamento gratuito ou a preços acessíveis a estas populações”.

O Director Regional enumerou algumas das múltiplas vantagens da nova estratégia, incluindo diminuir o sofrimento e as complicações incapacitantes, reduzir a necessidade de recorrer a cirurgias dispendiosas e especializadas, permitir uma melhor integração das actividades de controlo da doença no sistema de cuidados de saúde primários e reduzir os custos directos e indirectos do tratamento.

O Dr. Sambo descreveu o desenvolvimento de medicamentos de combate à úlcera de Buruli como sendo uma realização notável que tinha revolucionado a gestão e o tratamento desta doença e reduzido para metade o número de casos que necessitavam de intervenção cirúrgica dispendiosa.

Contudo, persistem muitos desafios. Entre estes desafios referem-se o desenvolvimento de um teste de diagnóstico simples que permita aos agentes da saúde que trabalham em clínicas de áreas rurais diagnosticarem facilmente a doença; melhor vigilância e notificação dos casos, para se poder começar o tratamento desde cedo; escassez de agentes da saúde qualificados; e insuficiência dos fundos afectados à investigação no domínio da epidemiologia da úlcera de Buruli, do seu modo de transmissão e de melhores formas de diagnóstico e tratamento.

O Director Regional homenageou os Chefes de Estado presentes na Reunião, assinalando que a sua presença em Cotonou era a prova da importância que concediam ao controlo da úlcera de Buruli. “Conjuguemos esforços para descobrir a origem desta doença desfigurante de que o ser humano ainda é vítima no século XXI…”, acrescentou.

O Dr. Sambo prometeu igualmente que a OMS continuaria a coloborar com os países e os parceiros para o desenvolvimento no sentido de assegurar a consecução, por parte dos Estados-Membros, dos objectivos relacionados com a saúde acordados internacionalmente.

A úlcera de Buruli, uma doença tropical negligenciada que pode ser tratada, é causada pela Mycobacterium ulcerans,da família das bactérias que causam a tuberculose e a lepra. A doença caracteriza-se por lesões cutâneas que persistem, sem cicatrizarem.

A úlcera de Buruli tem o nome de uma região do Uganda onde havia elevada prevalência da doença a dado momento, existindo hoje em mais de 30 países em todo o mundo.

Na Região Africana foram confirmados casos de úlcera de Buruli em 12 países: Benim, Camarões, República Centro-Africana, República do Congo, Côte d’Ivoire, República Democrática do Congo, Gabão, Gana, Guiné, Nigéria, Togo e Uganda. Foram assinalados casos suspeitos em 10 países: Angola, Burkina Faso, Chade, Guiné Equatorial, Libéria, Malawi, Mali, Serra Leoa, Tanzânia e Zâmbia.

Para mais informações sobre a úlcera de Buruli, consultar, por favor:
http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs199/en/index.html